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Carlota Braga
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Branding@ABA

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Aconteceu ontem em São Paulo, no auditório da ESPM, o Branding@ABA, um dos eventos mais disputados do ano para amantes de branding. Este ano, a programação foi bem focada em explorar as diversas possibilidades que o universo digital traz para quem trabalha com comunicação e marketing e mostrou, inclusive, como isso pode trazer retorno direto nos negócios, além de construção de marca.

Daniella Bianchi, nossa diretora executiva, foi convidada para mediar o painel “Rebranding no setor financeiro”, afinal, temos expertise no assunto. Para quem não se lembra, atuamos na fusão Itaú-Unibanco e ajudamos a construir a nova marca do Sicredi.

“É sempre muito interessante conversar sobre rebranding com os gestores de marcas dos bancos, eles são super experts. Os bancos do Brasil foram precursores na nossa disciplina e entendem tudo sobre construção e gestão de marcas.”, Daniella Bianchi.

A mesa foi composta por Paula Nader, Diretora de Marketing do Santander Brasil, Renata Petrovic, Executiva da Área de Inovação do Bradesco, que está no meio de um processo de fusão com o HSBC, e Eduardo Tracanella, Superintendente de Marketing Institucional do Itaú.

Alguns destaques do que rolou por lá:

“O Santander hoje é resultado de um grande caldo de culturas e pessoas que foram sendo abarcadas durante o processo de fusão. E banco é serviço, e serviço é prestado por pessoas.” Paula Nader

 

“A gente acredita e sempre comunicamos em nossas campanhas que 1+1 sempre tem que ser maior que dois. E sem dúvida uma das maiores transformações que tivemos foi a fusão das culturas – ambas muito fortes – e no fim, acho que conseguimos construir uma terceira mais forte ainda.” Eduardo Tracanella

 

“As fintechs provocam os bancos e por conta disso, a gente tem que evoluir e incorporar o que elas trazem de bom. No fim das contas, um ganha com o outro. Claro que o cenário não é o mais cor de rosa, mas os desafios são muito interessantes.” Renata Petrovic

 

 

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Carlota Braga
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Remando a favor da maré – como a GE usou sua inteligência para sair na frente no Rio 2016

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Todos os anos, a Interbrand lança um estudo e, em 2015, o tema foi Patrocínio & Construção de marca. Na ocasião, nosso diretor Beto Almeida entrevistou Akiko Nishimoto e Pedro Alves, executivos da GE, patrocinadora dos jogos Olímpicos e Paralímpicos e detentora de uma gama quase incalculável de soluções tecnológicas na Rio 2016.

Assim como a performance da equipe de canoagem patrocinada pela marca, que levou duas medalhas, uma de prata e uma de bronze, ambas com Isaquias Queiroz – o único atleta brasileiro a subir duas vezes no pódio na Rio 2016 –  a estratégia de patrocínio tem acertado. Confira os bastidores de todo esse trabalho e entenda o porquê dos resultados positivos na entrevista a seguir.

Mais de 120 anos de história não foram suficientes para a GE se acomodar. Muito pelo contrário: as Olimpíadas Rio 2016 chegaram e a empresa deu a largada em mais um patrocínio tão grande quanto a sua história.

A GE é uma marca centenária, que atua em áreas extremamente diversificadas com uma marca única e um propósito muito claro: “Imagination at Work”. Como este posicionamento ganha vida no dia a dia da empresa?

A GE é uma marca de mais de 120 anos, mas que se reinventa muito. Ela muda e evolui sem perder sua essência, que é de inovação, de invenção, de resolver os problemas que aparecem no mundo. Esse é o grande norte da nossa marca. Entender o que o mundo está precisando e usar as suas fortalezas, seus conhecimentos e sua história para responder esses desafios.

Sabemos que ainda somos percebidos como uma empresa extremamente industrial. Afinal, essa é a nossa história. Mas hoje estamos evoluindo para uma empresa cada vez mais digital. Essa mudança já é real e será cada vez mais perceptível nos próximos anos. A GE caminha muito rapidamente para ser uma empresa que une o digital e o industrial.

Isso parece ser um movimento natural para o futuro, mas como isso vai funcionar  na prática?

Hoje, nós somos uma empresa de hardwares. Nós temos toda a nossa base de soluções e equipamentos instalados nos clientes, e todos esses hardwares geram dados. Nós precisamos criar uma plataforma única que interligue todos esses equipamentos e consiga dar previsibilidade e mais inteligência aos clientes.

Estamos falando de uma lista de tendências muito importantes e que devem ser observadas. É a próxima lista de inovações tecnológicas que a GE está buscando para os próximos 50 anos: internet industrial, fábricas extraordinárias, supermateriais, mentes mapeadas, energia em todo lugar. Essas são as linhas de estudo que os centros de pesquisa da GE estão buscando no mundo inteiro. Mentes e máquinas trabalhando de uma maneira muito sincronizada para que nós possamos oferecer ainda mais valor para o nosso cliente.

Quando falamos de ativação de marca, existe, por exemplo, uma plataforma global de patrocínio? Como isso se desdobra localmente?

O patrocínio olímpico é um patrocínio global e de longo prazo. Nossa primeira participação nas Olimpíadas foi na edição de inverno, em Turim, Itália, em 2006. Hoje, já temos esse patrocínio estendido até Tóquio 2020. Por isso, criamos um grupo global de “Olympics”, específico de patrocínio esportivo e que tem como diretriz entender o por que a gente patrocina e como a gente patrocina.

A GE não é uma marca tradicionalmente ligada ao esporte. Quais foram as razões que a levaram a patrocinar os Jogos Olímpicos?

Os Jogos Olímpicos são uma grande oportunidade de ser uma vitrine tecnológica para os nossos produtos e soluções. Toda cidade que recebe os jogos sofre uma grande transformação positiva. Depende, é claro, de como a cidade está quando

é escolhida, qual a mudança de infraestrutura que ela precisará. O Rio de Janeiro, por exemplo, está um verdadeiro campo de obras e, com certeza, vai mudar para melhor. A nossa grande conexão com os Jogos Olímpicos será participar dessa transformação positiva da cidade, com todas as nossas soluções de infraestrutura.

Onde será possível ver as soluções da GE nos Jogos Olímpicos?

No Rio de Janeiro, nós veremos na iluminação pública, na iluminação dos estádios, nos equipamentos de diagnóstico da policlínica, no Big Data, com a parte de “Eletronical Maping Records” dos atletas, e no Broadcast Center. Também teremos várias power plants, criadas para suprir energia para a cidade do Rio. Tudo isso faz parte das soluções que ajudam a contar a nossa história. Desde as soluções para a saúde até energia e iluminação, nós estamos envolvidos em todo o desenvolvimento da infraestrutura dos Jogos Olímpicos Rio 2016. Estamos patrocinando também a canoagem brasilera, que faz parte de um patrocínio local e vai muito além do investimento direto.

Como funciona o patrocínio específico da canoagem?

Quando escolhemos patrocinar um esporte olímpico local, optamos por patrocinar a Confederação Brasileira de Canoagem, mas não se trata de um patrocínio apenas financeiro. Escolhemos um esporte em que podemos aplicar toda a nossa tecnologia. É um patrocínio que envolve o time olímpico, o paraolímpico e também todas as outras modalidades não olímpicas, como a Canoagem Oceânica, que recentemente teve ótimos resultados nos Jogos Mundiais. O que nós temos feito é usar isso como uma plataforma para mostrar o que a GE tem de melhor, a tecnologia e a inovação capazes de ajudar um esporte.

Como tem sido a repercussão interna desse patrocínio?

A conversa de segunda-feira aqui na GE não é uma conversa de futebol, é uma conversa de canoagem. Nós trabalhamos com pesquisadores de alto nível, para fazer um software customizado para a canoagem brasileira. Analisamos diversos dados, criamos um Big Data. Nós oferecemos internet industrial e conseguimos aplicar todo este conhecimento a favor do esporte.

O esporte não está em nosso DNA industrial, mas “ir sempre além” está. Por isso, colocamos nossas melhores cabeças para pensar junto com o time de canoagem. Estamos colocando sensores nos barcos dos atletas. Durante o treinamento, o técnico tem acesso a dados de performance que ele não poderia ver a olho nu. Hoje, ele consegue analisar a frequência da remada, a inclinação, a aceleração, o percurso do barco. São coisas que vão permitir que ele tome uma ação corretiva sobre os atletas durante o treinamento, algo que nunca aconteceu antes. A canoagem foi escolhida pela GE, inclusive, porque é um esporte que tem o DNA da inovação.

Qual é o grande retorno que a GE tem ao patrocinar os Jogos Olímpicos e que não teria por meio da comunicação tradicional?

Por meio do patrocínio, nós conseguimos comunicar a complexidade do trabalho da GE de uma forma muito mais tangível. No nosso centro de pesquisa no Rio de Janeiro, nós temos um grande painel que explica toda a nossa metodologia, a pesquisa da canoagem como um todo, tudo o que a gente fez desde a inauguração. O centro recebe vários clientes por lá, nós explicamos tudo o que oferecemos de “Internet Industrial” e o que está sendo feito na pesquisa. Fica muito mais fácil para o cliente entender como aquilo vai ajudar na produtividade, na eficiência. Pegamos dados de diferentes naturezas, analisamos e criamos correlações que vão gerar os insights para resolver os problemas.

Eu imagino que isso gere histórias incríveis todos os dias. Como vocês estão trabalhando todo esse conteúdo?

Não seria possível fazer uma campanha publicitária para cada um dos mercados onde estamos inseridos pela limitação de “budget”. A nossa estratégia foi discutir os temas em plataformas de conteúdo. Junto com a Editora Globo, fizemos a plataforma “Caminhos Futuros”. Definimos um target extremamente qualificado e, por meio dessa plataforma, conseguimos abrir as portas para um diálogo com nosso público, gerando muito mais interação. Algo que jamais conseguiríamos na mídia tradicional. Em geral, nas mídias sociais, nós aplicamos o cerne do posicionamento de marca. E sempre focamos no conceito de que “somos uma empresa de infraestrutura e tecnologia que está ajudando a desenvolver o Brasil”.

Podemos dizer que a GE tem sido uma grande provedora de conteúdo para diversas mídias. Como funciona a parceria com o canal a cabo NatGeo?

Essa nova série, que estreou em novembro, é uma coprodução entre a GE e a NatGeo. Nós nos reunimos com o pessoal da NatGeo para discutir a próxima lista de tecnologias para o futuro e eles trouxeram uma proposta editorial para gente.

A série não é 100% GE, nós não falamos tudo o que fazemos. Mas a NatGeo foi atrás de 3 diretores de Hollywood e cada um fez a direção de um desses episódios atrás de “breakthroughs”, de momentos de inovação, de projetos de inovação que estão sendo pesquisados no Canadá, na Islândia, na Suécia, no Brasil e na Austrália.

Como vocês analisam o resultado de toda essa estratégia até então?

Eu diria que estamos conseguindo tornar tangível o nosso trabalho para o público que queremos conversar, de uma forma muito mais engajadora. Algo que não conseguiríamos fazer da forma tradicional. Estamos conseguindo desmistificar no Brasil o estigma de que a GE é uma empresa de lâmpadas e eletrodomésticos. Foram 80 anos de história da companhia e hoje não é mais só isso. É um processo pelo qual estamos passando.

As marcas brasileiras ainda estão aprendendo a atuar em grandes eventos globais. Na experiência de vocês, qual é o segredo do sucesso em uma estratégia de patrocínio?

A primeira coisa é: conte a história verdadeira. Aproprie-se de um setor em que você atua, que você domina e conte de verdade o que você faz. É isso que faz com que o público entenda essas conexões, seja com uma história que envolva as Olimpíadas ou no desenvolvimento de uma turbina. Outro ponto extremamente importante é: comece o quanto antes. Aqui na GE, os Jogos Olímpicos começaram há muito tempo. Temos um time trabalhando desde 2011 nas soluções para os jogos.

Esta será a sexta edição dos Jogos Olímpicos patrocinada pela GE. O que mudou de lá para cá, em relação à estratégia de ativação do evento?

Nós sempre procuramos melhorar. Cada vez mais os mercados locais têm mais poder de decisão na forma de criação de suas campanhas locais. Não é que as campanhas sejam feitas aqui, mas nós trabalhamos com o time global de uma forma muito mais alinhada.

Os Jogos Olímpicos sempre deixam um legado para a cidade-sede. Em Sochi, na Rússia, na última edição das Olimpíadas de Inverno, a GE entregou uma unidade de mamografia incrível para a cidade. O que podemos esperar para o Rio 2016?

Estamos quase finalizando esse projeto, mas tudo ainda é segredo, guardado a sete chaves. O que eu posso dizer é que é emocionante fazer parte disso, ver o envolvimento com a cidade, que realmente ajuda a construir Jogos melhores. E isso, para a nossa história, é muito importante. Nós queremos estar junto dessa transformação positiva do Brasil. É por isso que estamos aqui há quase 100 anos.

 

 

 

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Carlota Braga
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Breakthrough Brands aponta para o futuro e crescimento das marcas

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A Interbrand lançou hoje, em parceria com o FacebookNew York Stock Exchange (NYSE) e Ready Set Rocket, um estudo inaugural que examina as marcas mais inovadoras do cenário global atual e traça um panorama da nova geração. Estamos muito contentes de anunciar que, pela primeira vez em um estudo global, três brasileiras apareceram na lista: Nubank (Finanças), do bem (Alimentos & Bebidas) e Sensorbox (marcas que nascem de um propósito).

Simultaneamente ao evento de lançamento em NY, que teve transmissão ao vivo na página da Interbrand no Facebook, recebemos os representantes da Nubank, do bem e Sensorbox para compartilharmos os principais insights a respeito da metodologia e dos critérios deste relatório, além de celebrar juntos os resultados, é claro!

Marcos Leta (do bem), Carlos Sarcinelli (Sensorbox), Daniella Bianchi (Interbrand) e Cristina Junqueira (Nubank)

Agora é hora de compartilhar com você o DNA do Breakthrough Brands.

O estudo foi feito com base em critérios que antecipam o cenário da nova geração global de marcas. Entre as 60 selecionadas estão startups, upstarts, challengers, problemsolvers, innovators e category creators, que aquecem o cenário do BestGlobalBrands, que lançamos todos os anos.

“Quando se trata de inovação e mudança, não há vencedores e perdedores. O relatório é construído em torno de avanços agrupados por ideias-chave, para que possamos entender como marcas de diferentes setores estão incorporando estas características e mudando nossa maneira de consumir”, diz Daniella Bianchi, diretora executiva da Interbrand São Paulo.

A lista foi consolidada a partir de sugestões de influenciadores do mundo todo, composta por líderes que representam a vanguarda de pensamento em suas áreas. Das 200 marcas sugeridas inicialmente, o time da Interbrand selecionou 60, que compõem o estudo final.

Critérios e Metodologia

As marcas destacadas neste estudo foram escolhidas com base em idade (menos de 10 anos), capacidade de mudança, potencial de crescimento e repercussão. Elas não aparecem ranqueadas e sim agrupadas por 10 insights, 3 setores de destaque e 2 categorias adicionais.

Além das marcas brasileiras citadas no estudo, algumas outras também já têm atuação no Brasil, como DuolingoVSCOXiaomiWechat, entre outras. Veja aqui a lista completa das marcas, critérios e categorias.

Nubank, do bem e Sensorbox em destaque

É a primeira vez que marcas brasileiras se destacam em um estudo global da Interbrand, por romperem fronteiras, apresentarem um modelo de negócio único e até mesmo uma nova tecnologia. A Nubank transformou a maneira de se pensar dinheiro. A do bem desafiou o conceito de comida industrializada. E a Sensorbox criou uma solução completa de monitoramento de ambientes a baixo custo e trouxe mais segurança para as empresas. Por isso, essas são as representantes brasileiras nos setores de finanças, alimentos & bebidas e marcas que nascem de um propósito.

“A gente desenha os nossos produtos para funcionar bem e isso vai desde a equipe de atendimento no call center até a engenharia de produtos e serviços. Nossa filosofia é ter uma oferta enxuta e simplificada de serviços, porém eficiente e assertiva. A começar pelo nome “nu”, nosso statement é a transparência”, Cristina Junqueira, VP da Nubank.

“Nossa primeira pergunta foi: tudo está evoluindo, desde as tecnologias até a medicina, e a gente continua bebendo o mesmo xarope com açúcar de sempre. Aí, juntamos as melhores tecnologias, desde a busca pela melhor fruta até a entrega da embalagem, para oferecer uma bebida 100% fruta, que atendesse o Brasil inteiro”, Marcos Leta, sócio fundador da do bem.

“Para o ambiente de uma empresa funcionar, seja ela uma grande companhia de telecomunicação ou a sorveteria do bairro, é necessário uma cadeia de fatores  fluindo bem, desde as condições climáticas até o fornecimento de energia elétrica. Com base em análise de dados, nós atuamos de maneira preventiva para garantir que toda essa cadeia funcione”, Carlos Sarcinelli, CEO da Sensorbox.

Junte-se a essa conversa nas redes sociais com a hashtag #Breakthrough2016 e acompanhe nossas redes sociais para saber mais sobre as outras marcas selecionadas no estudo, que está disponível para download no site breakthroughbrands.com.

 

 

 

 

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Diego C. Ferreira
Inspirador saber que nossas marcas estão presentes nesse movimento. Ótimo post!
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Anatomia do Crescimento: sobre a associação entre Microsoft e LinkedIn

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(Artigo original por Josh Feldmeth, CEO da Interbrand na América do Norte)

Essa semana a Microsoft anunciou que irá pagar 50% a mais sobre as ações da LinkedIn para comprar a empresa. A transação de 26 bilhões de dólares será a maior que a Microsoft já fez.

O consultor Roger Martin chama as fusões e aquisições de “Jogo de Xícaras” e afirma que “ De 70 a 90% das aquisições são extremamente falhas.” Mas se olharmos para a alma do negócio, é possível perceber o potencial de crescimento neste caso. Separamos aqui três sinais de que essa transação pode impulsionar não só as duas empresas como suas marcas.

1. A proteção contra o risco de rompimento.

O LinkedIn construiu o seu negócio pautado em um conjunto claro de promessas. O seu objetivo sempre teve um foco claro – ser uma rede de carreiras – e ao longo do tempo tem reforçado a plataforma através de mídia mais elaborada e mais recursos sociais. Os usuários sabem exatamente o que esperar e raramente são desapontados.

A Microsoft reconheceu essa força de rede social quando afirmou que Jeff Weiner vai continuar como CEO no LinkedIn e que a companhia vai “continuar com sua marca diferenciada, sua cultura e independência”. Não romper com a cultura e a imagem da rede é uma barreira forte contra confusões no mercado e a ambiguidade que isso poderia despertar em relação à marca.

2. Objetivo relevante e compartilhado

Em linhas diretas, a união do software Microsoft com a plataforma social LinkedIn parece que realmente faz sentido. Mas, na prática, não é com isso que os usuários reais – e isso inclui funcionários e profissionais – estão preocupados. O que as pessoas querem é uma plataforma mais simples e produtiva, além de oportunidades de carreiras mais desafiadores e de sucesso.

3. Uma melhor proposta de valor

Os custos da sinergia geralmente são bem claros, mas encontrar crescimento em Fusões e Aquisições é mais difícil. Praticamente tudo tem que sair conforme o planejado – as culturas têm que casar, os propósitos de valor têm que ser fortes e os produtos devem se tornar mais úteis e poderosos. É aqui que essa combinação começa a valer a pena. A soma da funcionalidade das ferramentas da Microsoft, como o Office por exemplo, com a experiência do usuário intuitiva e pessoal do LinkedIn tem o potencial de criar valor para a plataforma e trazer novos usuários para os aplicativos Microsoft em um contexto inesperado. Temos inúmeras ferramentas para empresas e profissionais hoje: nenhuma é tão poderosa como a Microsoft e nenhuma plataforma profissional é mais popular que LinkedIn.

Se essa junção Microsoft/LinkedIn conseguir entregar uma experiência conectada com a vida das pessoas, isso não só vai fazer crescer a base de usuários do LinkedIn como também vai direcionar esse contingente de maneira integrada para os produtos Microsoft. Resumindo, é uma união que tem uma forte proposta de valor, e é isso que dá base para o crescimento.

Estamos de olho!

Leia o artigo original no Interbrand.com

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Marcas usam a Realidade Virtual para alimentar o Crescimento (inclusive nas Olimpíadas)

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De um lado, profissionais de marketing sob pressão para trazer a Realidade Virtual (RV) para as suas marcas. Do outro, a dúvida: será que o público realmente já comprou essa ideia?  Segundo o The Wall Street Journal, quem entende das tendências garante que 2016 será o ano da RV. No entanto, 2016 já está quase na metade e este ainda é um assunto que nem todo mundo entende bem.

É mais ou menos como acontecia com a internet nos seus primeiros anos de vida, (quem se lembra da internet discada?). Não dá para imaginar como sites tipo o YouTube, que dependem da produção de conteúdo de seus usuários, sobreviveriam nesse cenário, lá nos primórdios.

Mas se depender dos desenvolvedores da realidade virtual e dos marqueteiros, isso vai mudar logo, logo. Os investimentos na tecnologia vão além dos pontos de venda e não poupam esforços para o crescimento do mercado e da demanda por RV. Para agradar os seus assinantes, o The New York Times distribuiu cerca de um milhão de Google Cardboards, óculos de realidade aumentada da Google feitos de papelão, e agora está investindo em um canal que transmite anúncios em realidade virtual de diversas marcas como, por exemplo, TAG Heuer, MINI e GE.

As Olimpíadas Rio 2016 aqui no Brasil também prometem mostrar para o mundo todo  a importância da RV. Essa tecnologia vai ser usada para filmar alguns eventos durante os jogos, incluindo a prova de 100 metros rasos do Atletismo , que ficou famosa por causa dos recordes de Usain Bolt, o homem mais rápido do mundo. Os espectadores vão conseguir assistir os eventos ao vivo em realidade aumentada e escolher outros conteúdos online também em RV, garante o Information Age.

As diferentes formas de realidade virtual durante os jogos vão ajudar os profissionais de marketing a perceber a relevância do uso da RV mundo afora e decidir o quanto deve ser investido nessa área.

Marcas usam a tecnologia não só para mostrar que são modernas, experts em tecnologia, mas sim para criar experiências que vão além do comum e engajar clientes atuais e prospects, expandir o seu universo de forma interativa e explorar novos caminhos e plataformas.

Diversas marcas já estão testando sua comunicação em realidade virtual para ajudar no crescimento de seus negócios e aumentar seu awareness. Entre elas estão o eBay, a Best Western, o McDonald’s, a Saks e o Alibaba.

O eBay e a loja australiana Myer, por exemplo, se juntaram para criar a primeira loja de departamentos em Realidade Virtual da história. A parceria mostra para os consumidores um petisco de como será fazer compras no futuro. Nessa ação, os consumidores entram virtualmente na loja de departamentos Myer e têm contato com mais de 12.500 produtos através da RV. Se o cliente se interessar por algum produto que esteja mais longe, esse produto irá simplesmente “flutuar até ele”, reforça a eBay.

A inovação permite a imersão dos consumidores  em uma nova experiência de compra, com informações sobre produtos atualizadas em tempo real. Os produtos podem ser procurados, escolhidos e adicionados a um carrinho virtual através do eBay.

O objetivo é melhorar a experiência do cliente, aumentando assim a fidelidade à marca. “Está sendo importante para a marca não apenas  replicar a experiência de e-commerce no ambiente virtual”, segundo Jooman Park, diretor executivo da eBay Austrália e Nova Zelândia. “Estamos juntando os melhores elementos do varejo tradicional e expandindo nossos recursos para melhorar a busca, seleção, personalização e eficiência dos produtos e serviços.”

Veja no artigo original no Brandchannel como as outras marcas estão criando experiências com Realidade Virtual.

#togrowthbrandsandbusiness

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CES 2015: As novidades da maior feira de eletrônicos do mundo

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Aconteceu na última semana em Las Vegas, o CES 2015, Consumer Eletronics Show, a maior feira de eletrônicos do mundo que reúne grandes nomes do mercado para apresentar os principais lançamentos do ano. Reunimos algumas das novidades mais inovadoras. Confira:

SWAROVSKI: Conhecida por embelezar itens de outras marcas, além de sua própria linha de jóias e acessórios de cristal brilhantes, a marca fez a estratégia de criar uma coleção exclusiva que vai integrar estilo e tecnologia. O grande cristal facetado é capaz de medir passos, calorias, qualidade de sono, além de conectar-se com o dispositivo móvel do usuário, adequando todos os estilos e ocasiões. Estão para lançar também o primeiro rastreador que não exige nenhum carregamento de bateria ou alterações.

Mercedes-Benz: Fez um premiere de seu novo L 015 Luxury, que apresenta a visionária ideia da companhia de proporcionar carros que dirigem de forma autônoma. A FORD está planejando o “Smart Mobility”que visa alcançar o mesmo patamar de conectividade, mobilidade e autonomia, mas focando em um veículo mais barato para um publico mais acessível.

Nixie: Empenhados a ir além dos limites da tecnologia, apresentaram o primeiro wearable que se transforma em drone, uma fusão das áreas mais quentes do mundo tecnológico.

3D Systems + Hershey: Chocolatras não precisam mais ir até a loja mais próxima para comprar um chocolate. Agora eles podem simplismente imprimi-lo e se deliciar. A parceria trouxe à CES 2015 a “CocoJet” uma promessa de que os consumidores podem fazer suas próprias guloseimas de chocolate dentro de casa – e longe da cozinha. Inovação deliciosa, não?

INMOJI: Nomeada pela ADWEEK como uma das 5 startups imperdíveis no CES 2015, está ampliando a forma de interagir entre as marcas e os consumidores. Em um mundo cada vez mais conectado, nada mais justo que transformar os logos das marcas em emojis, dando aos usuários do Inmoji, a chance de compartilhar suas marcas, produtos e experiências preferidas em sua conversa online com amigos.

BEENOCULUS: E os brasileiros também fizeram parte da feira. O Beenoculus é um acessório para smartphones, que basta ser encaixado ao aparelho para proporcionar uma realidade virtual aos seus usuários. Apesar de já existirem modelos similares, o produto apresenta um preço acessível, para difundir a realidade virtual, além de ser prático e não ter fios.

Texto adaptado por Lara Junqueira

Referência BrandChannel

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O Shazam das compras

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Quem nunca achou legal uma peça de roupa em alguém andando na rua? Agora os consumidores podem descobrir, por meio de seus smartphones, onde encontrar uma peça de roupa igual ou parecida.

A Macy’s, rede de loja de departamentos, criou um aplicativo para facilitar essa interação entre os gostos e compras dos consumidores e torná-los cada vez mais próximo das marcas. Usando imagens capturadas em um dispositivo móvel,  pode ser feita uma conexão entre o mundo físico e virtual levando o usuário para a plataforma de compras, por meio da tecnologia de reconhecimento de imagem.

O projeto, feito em parceria com a Cortexica, empresa de busca visual do Reino Unido, vêm para ajudar os compradores  a acharem as peças que tanto desejam nas ruas, nos amigos ou em celebridades, adquirindo peças iguais ou semelhantes de forma prática e rápida na loja virtual da Macy’s.

A marca é a primeira varejista americana à fazer uma parceria como essa. No ano passado, foi criado um aplicativo semelhante que reconhecia as peças de catálogos, revistas e outdoors da loja. O reconhecimento de peças no mundo real, abre inúmeras oportunidades de crescimento para a loja virtual da marca, por ser uma forma simples e conveniente de fazer compras .

No começo do ano, a startup Asap54, da designer brasileira Daniela Cecilio, que vive em Londres, surgiu com esse mesmo propósito. Com mais de 150 parceiros comerciais pelo mundo, o aplicativo serve para localizar as peças preferidas, aonde quer que elas tenham sido encontradas.

Já aqui no Brasil, a Netshoes apresentou no ano passado o Netshoes Click, aplicativo que identifica mais de 5000 modelos de tênis. Uma iniciativa coerente com a criação do novo posicionamento e identidade que a Interbrand ajudou a construir para a marca: a de ser percebida como especializada em esportes e atletas. Saiba mais aqui.

As compras visuais têm um mecânismo muito parecido com o Shazam, aplicativo que localiza nomes das músicas que estão tocando naquele ambiente. No mundo dos vestuários, também tem tudo para dar certo, tanto para os consumidores quanto para as marcas de varejo.

Texto adaptado por Lara Junqueira

Referências: BrandChannel e Hypeness

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Seu novo jeito de pagar

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Nunca foi tão simples fazer transações, pagamentos e compras. O Twitter e a Apple usaram como uma de suas estratégias de negócio se estabelecer no mercado financeiro, para que seus usuários desenvolvam um relacionamento cada vez maior com a marca.

O Twitter vai disponibilizar em sua página a transferência de dinheiro simples, independente do banco do usuário. A experiência que será testada primeiramente na França, é feita em parceria com o banco francês BPCE,  e a operação é concluída  por meio de um tweet de forma privada, por não exigir que o remetente saiba detalhes bancários do destinatário.

Esse comunicado vem junto com o lançamento do botão “Twitter Buy”, que permite aos seus consumidores comprar itens e serviços, abrindo um novo leque de possibilidades de pagamento por meio de rede sociais.

Já os usuários do Iphone 6 e 6 Plus vão ter seus pagamentos móveis transformados pelo Apple Pay, o novo sistema de pagamentos do Iphone.

A Apple, que figura como a marca mais valiosa de 2014 pelo nosso estudo, estabeleceu parceria com mais de 200.000 varejistas, incluindo McDonald’s e Macy’s que vão aceitar o pagamento de Visa, MasterCard e American Express, entre outros 500 bancos.

O sistema, que foi lançado primeiramente nos Estados Unidos, é uma junção entre e-commerce e ponto de venda. Além da facilidade de uso, ele apresenta alguns mecanismos de segurança como exames de impressão digital e uso de token, que elimina o armazenamento ou transmissão dos números do cartão.

Entretanto, grandes marcas como Walmart e Starbucks se recusaram a fazer parceria com o Apple Pay, para continuar mantendo o controle do seu relacionamento com o cliente.

Texto adaptado por Lara Junqueira

Referência: BrandChannel

Imagem: vídeo de divulgação do Twitter

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