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Carlota Braga
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Uma Nova Perspectiva para São Paulo

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Nos últimos anos, foram várias as discussões sobre o papel e o futuro do Minhocão na cidade de São Paulo. Construído em 1971, na gestão de Paulo Maluf – e sem que houvesse uma consulta pública aos moradores do seu entorno – o viaduto registrou congestionamento desde o seu primeiro dia. Não por acaso, o Minhocão é considerado uma “cicatriz urbana” na Cidade de São Paulo.

Dessas discussões, nasceram muitas propostas para conter a deterioração dos 2.730 metros de extensão do Minhocão. Todo o esforço, entretanto, sempre foi focado no futuro que seria dado às suas pistas – à parte superior do Minhocão. A parte debaixo do elevado, justamente a que mais precisa de cuidados, foi literalmente deixada à sombra durante esse tempo.

Uma nova perspectiva para o Minhocão

É justamente nessa inversão que a Marquise Minhocão aposta. Desenvolvido pelo escritório de arquitetura Triptyque e pelo paisagista Guil Blanche, o projeto “eleva” a importância da Marquise para o Minhocão. A ideia é reeducar o olhar do paulistano: mostrar que a Marquise pode ser muito mais do que um espaço de passagem. Provar que é possível transformá-la em um espaço produtivo para a cidade.

Marquise Minhocão nasceu como uma proposta participativa e convocou a comunidade local desde o seu início para compartilhar seus desejos em relação ao futuro da região.

A partir de ideias simples, como a abertura de um vão entre as pistas para criar feixes de luz natural na parte inferior do elevado, a Marquise Minhocão pretende dar vida e iluminar a região mais poluída de São Paulo.

 Uma nova marca para uma nova Marquise

Na Interbrand, costumamos dizer que nossos projetos precisam passar por um processo simples, mas não menos importante: entender, desafiar e, por fim, mudar o

status quo. Quando conhecemos o projeto da Marquise Minhocão, nós entendemos que esse seria um projeto capaz de mudar o panorama da cidade como um todo – e não só do seu entorno.

Quando falamos em Cidadania Corporativa, falamos também de “retribuir localmente” – esse é um dos principais conceitos por trás da Marquise Minhocão.

A Marquise Minhocão é um projeto que une o que há de melhor entre estratégia e identidade, entre cabeça e coração, entre negócios e gente. São novas cores e uma nova perspectiva para o centro e toda a cidade. É um novo jeito de falar, um jeito que fala a língua de São Paulo e dos paulistanos. Uma identidade afinada com o bairro e com a cidade que todos sonhamos.

Bom proveito!

Texto por Daniella Bianchi

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1 Comentário(s)
André Aguiar
Gostei da identidade, mas toda vez que vejo algo geométrico, multicolorido e em forma de M só me vem à cabeça Melbourne. Os desdobramentos da identidade ficaram muito interessantes.
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Nomes de Rua

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Um dos assuntos mais falados na Interbrand durante as últimas semanas foi o Best Bairro Brands. Mas nem só de marcas e bairros esse estudo foi feito, ele também é repleto de inspiração.

Ainda nesse ritmo, confira alguns microcontos que carregam em si a beleza da poesia paulistana.

Ainda não viu nosso estudo Best Bairro Brands? Confira aqui.

Microcontos por: Camilla Cossermelli, Juliana Batah e Tatá Scaroni

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Best Bairro Brands

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Você já deve conhecer o ranking das Marcas Brasileiras Mais Valiosas e o Best Global Brands, estudos que listam as melhores marcas do Brasil e do mundo produzidos pela Interbrand. Este ano, nós aqui do escritório de São Paulo decidimos olhar à nossa volta para as marcas que nos acompanham no nosso dia a dia.

O estudo Best Bairro Brands, que será lançado no fim de 2014 precisa muito da sua ajuda para reunir as marcas mais legais de cada bairro da cidade de São Paulo. Pode ser aquela padaria super bacana, aquele sapateiro fiel, a locadora onde alugamos os nossos filmes preferidos, a livraria, o restaurante, a lanchonete…

Para participar, basta clicar aqui responder algumas perguntas, e o time da Interbrand vai procurar conhecer tudo sobre a sua indicação, que pode acabar entrando no grande guia das melhores marcas de bairro da cidade!

Contamos com vocês!

 

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Os pontos de ônibus e o processo criativo

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Como você já percebeu pela URL deste blog, estamos em São Paulo. E, não sei se todos estão a par, mas a prefeitura da cidade aprovou recentemente o design dos nossos novos pontos de ônibus.

Estes são alguns deles:

E aí, o que achou?

Especialmente entre os designers aqui do escritório, a pergunta logo virou pauta. Mas como respondê-la? Ficou bonito? Feio? Bom? Ruim?

Antes de ter uma opinião formada, me vieram à cabeça pensamentos sobre processo criativo, design thinking, metodologia de projeto. E, antes de chegar a uma conclusão, imaginei como seria ter um projeto como esse em mãos e de onde viriam suas soluções, propostas e definições:

1. O ponto de ônibus – que serve para abrigar grupos de cidadãos que aguardam os coletivos e para sinalizar os pontos de parada de cada linha – será instalado em ambiente externo.

2. Se esse equipamento servirá para abrigar grupos de pessoas, logo ele deve ter assentos e uma cobertura que os proteja do sol e da chuva.

3. Além disso, deve sinalizar as paradas das linhas de ônibus, então precisa se destacar na paisagem urbana, cumprindo seu papel informativo.

4. Por último, além de todas as suas funções práticas, pode se tornar mais um elemento que constrói a identidade da cidade.

Infelizmente, como o assunto é mobiliário urbano, me vejo no dever de levantar uma última questão:

5. E o vandalismo? Objetos alvos de depredação se encaixam no grupo daqueles que podem ser quebrados. Alguém aí já viu torcedores enfurecidos destruindo um poste? E por que não? Simplesmente pelo fato de que o poste não quebra. Já orelhões de fibra, lixeiras de plástico e agora os pontos de ônibus não têm a mesma sorte.

Feita essa análise, pergunto novamente: o que você acha dos novos novos pontos de ônibus da cidade de São Paulo?

Enxergando o projeto por meio de um processo criativo, fica mais fácil perceber a quantidade de detalhes a serem considerados e o impacto que cada solução tem a favor dos objetivos de um projeto, não é?

Verdade seja dita, os novos pontos são bonitos. Eles dão personalidade ao mobiliário desta cidade, adicionando mais um atrativo à identidade de São Paulo em relação às outras cidades do país. Mas se isso é suficiente, só o tempo vai dizer.

Imagens: Via Trolebus

Texto e capa por Rafael Cipolla, designer. Colaborou Daniela Varanda, consultora verbal. 

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