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Rosa Fonseca
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Seja Osharê

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Você chega em Tóquio e vê de tudo: executivos, donas de casa, vovôs e vovós, criancinhas, roqueiros de meia-idade, harajuku girls (elas ainda estão lá, só em um número bem menor) e jovens descolados – e todos eles podem ser japoneses Osharê. Eles usam roupas de marcas japonesas ou gringas de um jeito definitivamente diferente mundo ocidental.

E eu, posso ser Osharê?

Sim, é possível ser Osharê – e talvez você já seja, mesmo não sendo japonês. No Japão, Osharê refere-se àquilo que é estiloso, fashionable, trendsetter. Osharê é quem usa roupas e acessórios que se diferenciam da maioria das pessoas. É alguém que quer se diferenciar da massa, que sua personalidade transpareça no que veste – ao contrário da maioria que tenta se misturar ao todo.

 

Dois estilos opostos, ambos Osharê

Se você estiver em Tóquio e passar em uma loja de departamentos, irá perceber que as grandes marcas de moda convivem com select shops – lojas que fazem uma curadoria e oferecem criações de novos estilistas (japoneses sempre gostam da novidade e do diferente!).

Para você ficar por dentro, listamos abaixo as principais marcas e lojas que, com suas fortes e distintas personalidades, são a cara da atual moda japonesa:

 

Tsumori Chisato
www.tsumorichisato.com

O forte da marca Tsumori Chisato são as estampas que mesclam desde personagens fofos a pinturas de kimono, sempre de forma equilibrada e não infantilizada. 

  

Minä Perhonen
www.mina-perhonen.jp

A marca Minä Perhonen utiliza cortes das antigas vestimentas japonesas e as atualiza para o público atual. Cores e estampas vivas, e cortes assimétricos são constantes em suas coleções.


Cune
www.cune.jp

A Cune é uma marca jovem Osharê. Mistura o hip hop americano com a cultura pop japonesa. Os temas das coleções são bem humorados e casam com o senso de humor japonês.

 

Frapbois
www.frapbois.jp

Frapbois é a marca fofa para os mais crescidinhos. O urso, mascote da marca, e o poá estão presentes na maioria das peças. Apesar disso, a marca compensa esse lado fofo usando cores saturadas e cortes de roupas interessantes.

 

 

IamI
www.ambidex.co.jp/i_am_i_hole/collection.php

A IamI é uma marca pertencente ao grupo Ambidex, que possui outras marcas Osharê como a Note et Silence e a L’Atelier du Savon. A IamI têm roupas com estampas inesperadas e tecidos mais diversificados. Algo muito legal da marca, que vale a pena dar uma olhada, são os seus catálogos, com modelos que fogem dos padrões de beleza convencionais japoneses.


Co&tion
www.coandtion.tumblr.com

A Co&tion é uma loja que se localiza na Laforet em Harajuku. A loja com uma decoração diferenciada, tem uma seleção bastante bacana de jovens talentos que expõem suas criações por um período determinado, sempre trocando de colaboradores.


A Bathing Ape
www.bape.com

Em 2010, A Bathing Ape teve a colaboração de Kanye West em uma coleção especial. Isso diz muito sobre a marca que mistura o hip hop, o militar e o toque japonês kawaii (fofo, em japonês).


Porter
www.yoshidakaban.com/index.html?lang=en

A Porter é a marca de bolsas com uma longa história no Japão. Desde 1906, ela é sinônimo de qualidade e durabilidade. Os japoneses que procuram a Porter querem algo de estilo minimalista e prático.


Harcoza
www.harcoza.com

A Harcoza, em Daikanyama, vende peças originais sob o nome da marca e também é uma select shop, introduzindo novos talentos com suas peças únicas e até excêntricas. As cores florescentes, plumas e formatos divertidos não vão deixar ninguém passar despercebido.


Desperado
www.desperadoweb.net

Mais uma select shop Osharê em Shibuya, onde várias marcas são expostas em diversos ambientes. A Desperado também se destaca por disponibilizar o seu espaço para o lançamento de novos músicos e artistas.

 

 

O sucesso dessas marcas japonesas pode servir como exemplo para as ocidentais: elas são autênticas, sem medo de ousar, apostam em design diferenciado e acreditam em seu poder de inspirar o público. E como inspiram!

Texto: Soraya Tengan   – Imagem de capa: Lucas Gini

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Do limão à limonada

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É fato: as páginas dos jornais estão recheadas de perspectivas e notícias pouco animadoras sobre o andar da economia no Brasil. E já que crise é um assunto do momento, decidimos dar nosso palpite sobre como isso repercute no mundo das marcas.

A princípio a coisa toda parece cinza. Afinal, uma das primeiras consequências da desaceleração da economia é mesmo a queda no consumo. Diante da incerteza, gastamos menos e poupamos mais, e com isso, mudamos os nossos hábitos de compra. Mas é justamente aí que estão as grandes oportunidades, principalmente para as marcas que souberem aproveitar.

Que os consumidores estão dispostos a gastar menos em uma crise não é mentira, mas um bolso mais limitado é também um bolso seletivo. E sempre que se trata de escolhas, ganham as marcas que contam as melhores histórias, oferecem melhores experiências e estão melhor posicionadas para atrair até consumidores mais receosos e desconfiados. Em momentos de incerteza, nos sentimos mais atraídos por promessas de solidez e segurança. Marcas autênticas, que têm clareza de seu propósito, tornam-se grande aliadas, ocupando espaço privilegiado na mente dos consumidores. Quando a onda de pessimismo der uma trégua elas terão conquistado a vantagem de começar a corrida da prosperidade bem lá na frente.

Quando os tempos estão mais difíceis as receitas das empresas são cada vez mais guiadas pelos senso de valor que os consumidores colocam nas marcas, e mais ainda, no quanto estão dispostos a pagar por seus produtos ou serviços. Na rotina do dia-a-dia, é muito comum que marcas esqueçam do seu verdadeiro propósito e a crise pode ser uma grande oportunidade para que elas refaçam as simples perguntas: (1) “Por que eu existo?; (2) “Como eu ajudo a mudar o mundo?”. Pode parecer abstrato, mas é justamente nos períodos difíceis que se abrem as portas para que as marcas revejam suas propostas de valor e tenham maior consciência de quais fatores foram e são responsáveis pelo seu sucesso.

Não dá pra ignorar que o consumidor já não é o mesmo dos tempos prósperos. As abordagens tradicionais devem ser substituídas por aquelas que consideram o estado psicológico das pessoas para lidar com o consumo durante a recessão. Quando as prioridades mudam, a oferta de valor das marcas deve não só acompanhar, mas adiantar-se às mudanças.

Ainda não nos esquecemos por completo da crise de 2008, não é mesmo? Se puxarmos na memória, as marcas que obtiveram os melhores resultados durante a recessão nos EUA foram aquelas que incorporaram no discurso a esperança. Do Obama à Pepsi, ganhou quem falou em otimismo e prosperidade enquanto o resto lamentava as vacas magras.

Se o consumidor é mais exigente na crise, não é surpresa que marcas fortes e bem posicionadas tenham destaque. E nós fizemos as contas! Em um estudo que considera o desempenho das 25 marcas mais valiosas do Brasil em comparação com o índice Bovespa, percebemos que os esforços de branding se refletem também no mercado acionário.

O gráfico aí em baixo mostra que, se o Ibovespa sobe, as marcas do ranking das Best Brazilian Brands sobem mais; e, se o Ibovespa desce, elas descem muito menos. Basicamente, se você tivesse investido 100 reais nessas marcas em 2010 teria mais de 150 no final do ano passado. Já se tivesse colocado esse mesmo dinheiro no Ibovespa, estaria com menos de R$80,00.
.

.

Por que então, a verba de marketing é justamente uma das primeiras a serem cortadas na recessão? É claro que a mesma insegurança que faz com que consumidores revejam suas prioridades também faz com que as empresas enxuguem seus orçamentos. Mas fechar os olhos para o mundo além da crise pode ser desastroso agora e mais ainda no futuro.

Um estudo conduzido pela Universidade de Harvard demonstrou que, em média, um investimento maior em marketing em tempos de recessão não só melhora o desempenho financeiro da empresa no anos seguintes, como garante força à marca para lidar com a concorrência quando retomam-se os padrões normais de consumo.
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Se os concorrentes estão tímidos, que tal aproveitar para jogar o jogo sozinho? Uma estratégia bem definida, que valorize promessas verdadeiras e reforce tudo que a marca tem de mais autêntico, continua sendo a melhor receita para as marcas brasileiras fazerem desse limão uma bela caipirinha.

 

Texto: Thais Cireza   – Imagem: Joelma Tokusato

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Game of Brands

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Lannister, Baratheon, Stark, Tyrel. Se você conhece estas palavras provavelmente é um dos 9 milhões de fãs de uma das séries mais aclamadas da atualidade: Game of Thrones.

Mas, se não faz idéia do que significam, vale continuar lendo este post.
Porque esta série de ficção pode ensinar mais sobre marcas do que você imagina.

Anualmente, pouco antes do lançamento de cada temporada, o blog da Shutterstock (um dos maiores bancos de imagens do mundo) lança o post Game of Brands, uma visão de como seriam as casas de Westeros caso fossem empresas nos dias de hoje.

As características das famílias presentes na história são aplicadas nas empresas fictícias, como, por exemplo, os Lannisters – conhecidos por seu dom de lidar com dinheiro e o lema “Um Lannister sempre paga suas dívidas”. Com certeza, seriam um nome forte no mercado financeiro.

Já os Targaryens continuariam dominando os céus. Ao invés de dragões, seriam donos de uma companhia aérea. Tradição e ousadia: pontos fortes da Air Targaryen!

Os Starks usariam seu conhecimento no frio do norte para lançar produtos de confiança especialmente feitos para esportes de inverno.

Se os Starks entendem de frio, o negócio dos Martell é diversão. E nada melhor do que um festival de música no meio do deserto para representar o espírito livre desta casa.

Mas a empresa favorita dos fãs da série é o buffet da casa Frey.
Além do comprometimento com os detalhes, eles garantem um evento inesquecível. Entre na fantasia e clique aqui para agendar um evento!

Esta divertida ação do Shutterstock, além de agradar os fãs da série, é um exemplo de como usar atributos e valores para reforçar uma marca. A ideia é simples: cada casa tem seu diferencial, valores, história, personalidade e cultura.
E isso toda a marca forte tem, só precisa usar os atributos a seu favor.

Veja mais: https://vimeo.com/123256715

 

Texto: Luciana Simbara  -  Imagem*: Joelma Tokusato
(nossas designers fãs de Game of Thrones)

* o banner de capa deste post foi adaptado do link http://goo.gl/hqUchj

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Marcas que surfam na rede

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O Facebook completou 11 anos. Podemos considerar que a “Era Selvagem” do uso da mídia digital, quando as marcas tinham de se lançar à experimentação sem benchmarks, passou.

Apesar disso, as redes sociais seguem constituindo desafio à capacidade de respostas das organizações. Por que?

Por capacidade de resposta, entende-se a aptidão de uma marca em dialogar com seus públicos  1) no tempo que esperam e  2) fornecendo respostas assertivas e relevantes. O problema de atuar nas redes sociais começa já no ponto no. 1. Porque o tempo da rede é justamente o não-tempo, o instantâneo, o agora que passou enquanto você leu essa frase.

Ao longo de suas trajetórias, as áreas de marketing operaram noutro paradigma temporal, que começava na detecção da demanda, passando por briefing, planejamento, aprovação, produção e divulgação. O ponto nevrálgico aqui é que a fala mercadológica se alicerça na Informação e não na Comunicação. Explico.

Usamos esses conceitos como sinônimos. Mas são ideias distintas – a rede nos força a entender isso na prática. Informar vem da raiz Enformare, dar forma. Significa formatar um dado(s) ou mensagem, para facilitar que seja conhecido e interpretado. Comunicar de Comungare, comungar. Define a partilha de sentimentos e ideais com algo ou alguém, o se sentir em comum, sintonizado, conectado. Não à toda o último verbete foi apropriado pela internet.

Informar não acontece em um clique. Bom jornalismo, por exemplo, depende de investigação, análise, síntese. Demora. As novas tecnologias são um impasse, já que ninguém mais pode esperar até o jornal de amanhã. Na pressão pela urgência, os dados fluem, mas a capacidade de informar é posta em xeque.

Quando confrontadas a prestarem respostas rápidas a questões fora do previsto em suas estratégias informacionais, as marcas padecem. As crises são um exemplo. Pronunciamentos rápidos correm risco de serem precipitados, evasivos ou levianos. Mas, para construir todo um novo posicionamento, as organizações levam tempo. Enquanto isso, boatos crescem em velocidade viral.

Quem nunca passou pela experiência de demorar ou não conseguir resolver um problema pelos canais de relacionamento tradicionais (em uma Central de Atendimento, por exemplo)?  Não necessariamente a empresa é ruim, mais provável é que a reposta à sua demanda não tinha sido pré-formatada. É outra situação na qual o sistema informacional entra em pane.

O SLA da rede mundial é o realtime, não dá para esperar lançar o novo anúncio ou falar para o cliente ligar depois. Por isso tantas marcas ainda optam por não estar online ou apenas replicam suas estratégias tradicionais nas redes sociais.

As marcas mais pioneiras estão criando toda uma outra cultura organizacional, que eleva a capacidade de diálogo ao patamar da competência estratégica. Nesse cenário, quanto colaboradores forem bons porta-vozes, mais competitividade a empresa terá.

No final de 2013, Itaú e Santander protagonizaram um “duelo” no Twitter por um cliente potencial. Tudo começou quando um usuário postou o desafio: abriria conta no banco que vencesse uma batalha de rimas. O Santander foi o primeiro a se manifestar. “Santander é um banco maneiro, bom lugar para poupar dinheiro. Aqui você não perde nada, escolha sua conta combinada.”  Em seguida, foi a vez do Itaú: “Agências em todo lugar, horário diferenciado e atendimento excepcional. Facilidade para sacar, é só usar a digital”. Até o Banco do Brasil, que nem foi citado pelo internauta, entrou na onda: “Desculpem a intromissão, ouvimos ao longe a contenda. Mas é Banco do Brasil a solução, não importa a sua renda”.

O episódio, que seria impensável anos atrás, ganhou os jornais, blogs e redes sociais, gerando uma agenda positiva valiosíssima. E se os bancos tivessem se omitido ou aproveitado mal a oportunidade de diálogo?  O mais certo que é que acontecesse exatamente o mesmo, mas com agenda negativa.

Em 2014, a Renault passou por maus bocados quando o proprietário de um carro com defeito criou um blog atraindo toda a sorte de “apoiadores da causa”. Acabou tirado do ar pela justiça, na velocidade da burocracia. Enquanto isso, a voz desses internautas, mais ou menos legítimas, seguiu ecoando no ciberespaço até reverberar na mídia tradicional.

Há poucas semanas, a Me Gusta, uma marca de paletas mexicanas, veio à rede social, por conta de um caso de preconceito em sua loja. Replico abaixo o post:

“Este é um pedido oficial de desculpas. A todos que acreditam que amor é que nem sorvete: tem de todos os tipos, gostos e cores.
Ontem a intolerância falou mais alto na nossa lojinha tão amorosa e querida. Infelizmente. Um cliente e seu namorado foram expulsos de nosso estabelecimento devido à atitude isolada e sem autorização de um de nossos funcionários que havia recebido uma reclamação de outro casal, dizendo que os meninos estavam ‘desrespeitando o ambiente familiar da loja’.

Não há outra ação esperada da Me Gusta senão um pedido de perdão.Estamos tristes e perplexos com o ocorrido. Queremos nos retratar publicamente com o casal. Por eles terem passado pela situação de se sentirem errados, quando não fizeram nada mais que demonstrar o sentimento que sentem um pelo outro. Sentimento lindo, diga-se de passagem.

A culpa não é exclusiva do funcionário, nem do outro casal que se sentiu incomodado. A culpa é da Me Gusta. Trabalhamos com pessoas, não só com picolés! Devemos saber da conduta de quem empregamos, orientar e situar nossos funcionários no século XXI e investir em debate e treinamento para que essa situação nunca chegue a existir. Devemos focar nossa comunicação na tolerância e falar abertamente de amor ao próximo e humanidade. Nos gabamos de não termos robôs em nosso trabalho 100% artesanal. Mas não podemos nos orgulhar disso quando casos desse tipo acontecem. Por isso, reforçamos aqui o compromisso: a empresa Me Gusta não vai deixar mais isso acontecer. Podem confiar! Nossa política sempre foi em prol da diversidade, compaixão e respeito. Discriminação é um crime e um problema social. Abraçamos aqui e agora a missão de combater isso!

Gostaríamos de dizer que estamos atrás de uma resolução. Já tomamos as medidas contratuais cabíveis e contactamos os meninos para que pudéssemos expressar nossa solidariedade e vontade de superar o ocorrido. Pedimos desculpas a TODOS os clientes. Vocês, que sempre foram bem tratados nesse ambiente que é mais que um negócio para gente… É nossa 2a. casa.

Consideramos justa TODA forma de amor. Consideramos como família, QUALQUER tipo de família. Aqui tem espaço para o mundo todo! Não vamos deixar que a homofobia fale mais alto que o “humm” que as pessoas falam ao tomar nossos sorvetes.”

A marca, há horas criticada na rede, foi ágil em posicionar-se e dar conhecimento de como o processo tramitava na empresa. O caso demonstra como marcas podem se comunicar na nova Era: de igual, rápido, sem tanta papelada e discurso corporativo. E – por que não? -  podem abrir um pouco do seu bastidor, partilhando seus dilemas de forma empática.

Praticar a comunicação implica assumir alguns riscos. Sobretudo o de lidar com as reações da audiência, por vezes complicadas de prever e contornar. Mas insistir no monólogo pode ser mais arriscado.

O espaço pode ser virtual, mas a comunicação precisa fluir de verdade.

 

Texto: Rosa Fonseca
Imagem: Luciana Simbara 

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Beto Lima
Excelente texto Rosa. Nas minhas aulas de Branding, sempre cito que Branding é RELACIONAMENTO, não basta só ter o logo criado pelo maior escritório de design do mundo se o atendimento for uma M :)
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Onde estão as Best Bairro Brands?

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Para quem quer conhecer onde estão muitas das melhores marcas de bairro de São Paulo, e para quem, assim como nós, também prestigia os que continuam a construir identificação, diferenciação e lealdade sem grandes recursos e ferramentas, nós mais do que indicamos esse download.
s

Clique aqui para baixar um mapa com a localização das Best Bairro Brands de São Paulo e saia por aí (re)descobrindo a cidade. Ou decore a sua parede. O formato é big!
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Massimo Gentile: Um tipo que deixará saudades.

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Agradecer é o mínimo que podemos fazer para um grande ícone do design.
Obrigado, Massimo!

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O que Inhotim tem a nos ensinar?

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A mais importante iniciativa artística do Brasil desde o MASP tem muito a nos dizer. Descubra seis motivos que tornam o Inhotim um case único.

 

“Isso aqui é a utopia realizada.”
Hans Ulrich Obrist – Curador, crítico e historiador de arte


Localizado a 60 km de Belo Horizonte, o complexo museológico do Inhotim possui 22 galerias e 23 grandes obras espalhadas por um jardim repleto com mais de 1.400 espécies de plantas e 14 destaques botânicos. Mas os resultados desse imenso museu vai muito além dos números. Bernardo Paz, o idealizador do projeto, coloca foco na educação e na mudança, tanto nas comunidades em volta do complexo quanto na vida dos visitantes.

Inhotim não é uma megalomania qualquer; é uma grande obra de arte contemporânea que critica a própria vida que levamos. O que a faz incrível:


1 – Foco em pessoas

O Inhotim funciona assim: mesmo a pessoa mais desprovida de conhecimento artístico acaba se encantando com as obras e com os espaços que foram projetados, não importa a idade. Ao buscar na crítica da arte contemporânea uma forma de educar, o olhar das pessoas muda e faz com que vejam o mundo lá fora de outra forma.

 

2 – Nem museu, nem parque

Museus sempre possuem qualquer abertura para serem reinventados. Inhotim é um museu, uma galeria, um jardim botânico ou um parque temático?

O fato de não ter uma definição clara torna o Inhotim especial, já que a sensação de contemplar um lago e em seguida se deparar com uma obra do Olafur Eliasson ou da Yayoi Kusama cria uma experiência inédita. (Uma curiosidade: no começo do Inhotim, quando ele ainda era “só” um jardim, um certo amigo de Bernardo Paz ajudou na concepção, ninguém menos que o grande arquiteto-paisagista Burle Marx.)

 

3 – Todas as disciplinas em um só lugar

Inhotim não é somente o espaço das artes plásticas. Lá, você encontra outras matérias diretamente ligadas à arte, como geografia, turismo, biologia, arquitetura, fotografia, dança, canto, paisagismo, gastronomia ou qualquer outra matéria relacionada.

Isso faz com que a gente perceba o quanto a arte está presente na nossa rotina e o quanto dependemos de outras academias para ela se expressar. Todas as matérias convivem em sinergia, cada uma tendo o seu espaço, seja a arquitetura que contempla o entorno ou a natureza que dá estrutura para uma instalação.

 

4 – Retiro artístico

Um projeto como esse repensa o formato do museu na cidade. Separar um fim de semana ou um feriado inteiro para contemplar arte é algo que foge do convencional, já que o ideal é conhecer o complexo em um período de 2 ou 3 dias. Além disso, possui programação exclusiva, com Workshops, espaços-ciência, sarais, visitas técnicas e etc. O paralelo com um “spa criativo” torna-se inevitável.

 

5 – O espaço reservado para o artista, criado pelo próprio artista

Inhotim é o maior museu ao céu aberto do mundo. Os artistas convidados escolhem um local específico do complexo e interferem na concepção até do edifício que vai receber a obra, além de fazer a própria obra, obviamente. Com isso, ganha-se mais liberdade que a arte sempre precis

a. No Inhotim, até “piscinas-instalação” foram construídas, o que mostram essa disponbilidade estrutural.

 

6 – A mineirice ganha notoriedade

O impacto local que um projeto desse gera muda a rotina de toda a população. Essa raridade, escondida no município de Brumadinho, revela 1.400 colaboradores locais, normalmente em seu primeiro emprego, onde a maioria é filho de mineradores ou de comunidades próximas. Pessoas que, quando saem do Inhotim, saem curiosos a respeito da vida, querendo aprender e ensinar. De Minas Gerais para o mundo, uai.

 

Analisando a experiência de Inhotim, fica a mensagem para as marcas: que tal mais iniciativas diferentes e arrojadas como essa? Para todos nós, fica o sentimento de que precisamos desfrutar mais dessas iniciativas. E você, ainda não conheceu Inhotim?

 

Texto e Fotos: Fábio Testa – um designer fã de Inhotim de carteirinha.

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Daniela Moniwa
Se eu pudesse, vivia lá, e isso resume meu amor por este lugar. É uma experiência que todo mundo deve ter. É coisa pra vida toda.
Dani Varanda
Lugar mais que inspirador. Post idem.
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Curso de Branding

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Quer saber mais sobre branding? O Insper acaba de abrir inscrições para o curso de Educação Executiva em Gestão de Marcas.

Dirigido a executivos, empresários, estrategistas, consultores, profissionais de marketing e comunicação e gestores de projetos, prevê carga horária de 48 horas de aulas presenciais e acontecerá toda a segunda e quarta-feira, de 01.04 a 27.05, das 19h30 às 22h30, na sede do Insper, na Rua Quatá, 300, Vila Olímpia.

Partindo da visão estratégica e do processo de criação de valor de marca, o curso alia novidades teóricas a exemplos práticos e inspira os participantes a desenharem e executarem estratégias de alavancagem das suas marcas, nos quesitos fidelidade do cliente, vantagem competitiva e lucratividade.

Mais informações?
Acessa o site:  http://bit.ly/18XRxpB
Ou liga: 11 4504-2400

 

Texto: Rosa Fonseca  -  Imagens: Carlos Teles

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