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Tais Scaroni
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Você conhece o Sound Branding?

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Uma música ambiente para um ponto de venda. Um jingle para uma marca. É até mesmo a trilha sonora da apresentação de uma empresa. Sim, tudo isso é branding. Infelizmente, hoje no Brasil, ainda poucas marcas utilizam esse recurso, que é chamado de áudio branding ou sound branding.

 

Em um cenário em que muitas evoluções vem acontecendo tanto com as marcas quanto com o consumidor, cada vez mais exigente e multiconectado, a comunicação se multiplicou em várias formas de diálogos. Com esse tanto de informações e a rapidez com que se multiplicam, os gestores de marcas podem enfrentar dificuldades para que as estratégias se tornem ações. O gerenciamento da atmosfera de consumo, por meio de sons, fragrâncias, cores, sabores e o aspecto visual, enquadra-se nesse contexto.

Todos esses elementos são peças-chave para as empresas que buscam entender e controlar o ambiente de consumo. E no mundo das marcas não faltam cases bem sucedidos relacionados a cada uma dessas sensações. Quando se pensa em aroma, por exemplo, não podemos deixar de lembrar de Lush e Melissa. Em relação ao tato um dos cases mais conhecidos é o da garrafa da Coca-Cola, que pode ser reconhecida pelo toque mesmo em ambientes mais escuros. Ou seja, saber brincar com os cinco sentidos também é saber ocupar seu espaço na mente do consumidor.

Já com o som, pouco ainda se sabe sobre a sua influência no comportamento de compra. Mas é inegável que esse também é um fator decisivo de escolha do consumidor ou na percepção que ele tem sobre a marca.

Apesar de o som não definir inteiramente uma marca, a construção da atmosfera sonora é fundamental. Para isso, é preciso identificar qual será o seu papel na construção da identidade, em quais momentos irá gerar mais impacto, quais as pessoas que vão interagir com esse som e como esse elemento se manifestará em relação a essência da marca e aos outros aspectos sensoriais.

Em 1988, a música já era utilizada como ferramenta de venda. Em uma loja de vinhos, Adrian North, David Hargreaves e Jennifer McKendrick fizeram um teste com os ingleses. Por alguns dias colocaram músicas francesas e germânicas alternadamente como som ambiente. O mais curioso é que nos dias de música francesa, o vinho francês vendeu mais que o alemão. E vice-versa. Outro resultado interessante foi que quando a música de fundo era agradável, o cliente tolerava um tempo maior de espera e aumentava suas compras por impulso.

No Brasil, a questão do áudio branding ainda é pouco explorada, mas não pode ser dissociada das diversas experiências de marcas bem sucedidas, que reforçaram com esse recurso sua identidade e comunicação. Mas aos poucos, as marcas e os gestores irão perceber que a inovação e a criação são cada vez mais necessárias, proporcionando novas experiências ao publico, e claro, agregando valor ao universo da marca.

 

Texto por Camila Papin

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4 marcas de moda da periferia que vão te ensinar muito mais do que ‘se vestir bem’

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Moda. Do francês, mode: ‘costume, hábito, maneiras, uso’. Uma rápida consulta no dicionário já nos revela que, por mais que hoje associemos moda diretamente às passarelas, a estilo e, essencialmente, a roupas, a palavra, na sua origem, significa muito mais que tudo isso.

E esta é uma verdade que as marcas de moda da periferia sempre souberam. Para elas, moda é cultura, é política, é luta, é questionamento. São marcas que nasceram com um ideal de transformação social e estão inseridas em um contexto cultural rico, caracterizado por muita música, arte, literatura, dança e esportes. Representam além de um estilo de vida, um posicionamento político.

Longe de significar algo passageiro e frívolo, logo, a moda da periferia é densa, tem conteúdo e é muito mais que uma moda.

 

Quer conhecer algumas das suas marcas representantes?

 

1DASUL :: “Para a periferia sempre o melhor”

Imagem: Ferréz, fundador 1DASUL

Criada pelo escritor Ferréz em 1999, a marca 1DASUL nasceu com o propósito de valorizar a cultura e os talentos da região do Capão Redondo em São Paulo, muito conhecida pelo seu histórico de violência. A ideia era trazer orgulho para os moradores da região e lutar por um lugar melhor para todos viverem.

O nome e o logo representam, respectivamente, a união de todos nas mesmas dificuldades e pela mesma causa, e o orgulho (logo em formato de brasão) de pertencer àquela comunidade.

Para colocar em prática o seu ideal, a 1DASUL além de ter mais de 90% dos seus produtos produzidos na periferia, também patrocina quermesses, festas comunitárias, shows de Hip-Hop, oficinas e palestras literárias e contribui para projetos sociais na Zona Sul de São Paulo.

“Por isso, quando por (sic) a 1DASUL no corpo saiba que você está também usando uma idéia de mudança, você está somando para a auto-estima do nosso povo.” Ferréz

 

Fundão :: “Somos o que somos, cores e valores”

Imagem: Show do Racionais Mc’s, grupo que divulga a marca Fundão

Também natural do Capão Redondo, a Fundão Roupas ganhou vida em 2001 a partir do sonho de Neguinho (Emerson), amigo pessoal do Mano Brown do Racionais Mc’s. A marca foi criada para representar uma parte do Capão Redondo, “o extremo Sul da Zona Sul”, o fundão, onde ambos os amigos cresceram.

As cores laranja e preto foram escolhidas pelo próprio Neguinho por gosto pessoal e hoje são utilizadas frequentemente nos shows do Racionais Mc’s, grupo responsável pela divulgação e crescimento da marca.

A Fundão tem como hino a música “Cores e Valores” do Racionais Mc’s, cujo refrão proclama: “somos o que somos, cores e valores” e fala do orgulho da origem e resistência à dominação.

A marca é associada a diversas ações em prol da cultura, lazer e esporte direcionadas aos moradores do bairro.

 

Deeanto :: “Sou eu que subo no palco, represento de fato”

Imagem: Desfile Deeanto Perifashion, 2014

 

Baseada no conceito “nós por nós” (“nosso produto para o nosso povo”), o poeta e ativista social da periferia Fuzzil (Levi de Souza) criou, em 2007, a marca Deeanto com o propósito de fortalecer e resgatar a identidade africana, contribuindo para a valorização e auto-estima da mulher negra. A Deeanto surgiu para trazer representatividade a um grupo que pouco se identificava com a moda comercializada em São Paulo.

O objetivo da marca ganha vida por meio das estampas, cores e mensagens de suas roupas que fazem referência à cultura africana. Os preços e as modelagens também são pensados para melhor se encaixarem nos bolsos e corpos de seus consumidores.

A Deeanto está nas periferias e “quilombos urbanos” de São Paulo. Saraus, bailes, manifestações culturais e de militância são seus espaços preferidos.

 

V.O.S Estilo de Rua :: “Aqui também tem”

Imagem: Felipe Carvalho, sócio V.O.S Estilo de Rua 

Mais novinha do grupo, a V.O.S Estilo de Rua começou sua produção de camisetas em Novembro de 2013 para mostrar para todo mundo que o skate não está só no centro de São Paulo e que na periferia você encontra muita coisa de qualidade.

A marca expressa as características e, como o próprio nome induz, o estilo de quem gosta da rua. Tem no skate o seu pilar principal (representado no seu logo de cabeça para baixo), mas é também associada a outras manifestações artísticas urbanas como o rap e o graffiti. Contribui para a estilização de praças e pistas de skate na cidade de São Paulo.

 

Para saber mais:

http://www.1dasul.com.br

http://www.fundaoroupas.com.br/

http://deeanto.blogspot.com.br/

https://www.facebook.com/vos.skate?fref=ts

 

Texto por Paula Camarão

 

 

 

 

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Brandchannel

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O Brandchannel.com está completando mais um ano de vida.

Criado em fevereiro de 2001 pela Interbrand, o Brandchannel.com é uma revista on-line que tem por objetivo proporcionar uma perspectiva global sobre marcas.

O Brandchannel.com foi o primeiro site sobre branding e até hoje continua sendo uma importante fonte de informações sobre o tema. Publica semanalmente artigos, estudos e conferências. Também promove debates e discussões, desafiando os leitores a refletirem sobre os aspectos importantes que afetam a marca no presente e que vão afetá-la no futuro.

Para manter o Brandchannel.com mais atual e relevante o site adotou um novo visual e melhorou toda a experiência de uso. Confira: http://www.brandchannel.com/home/

Texto por Rafael Dias.

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O Carnaval das Marcas

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Alguns estudiosos dizem que nasci no Egito em rituais de adoração aos deuses Ísis e Osíris, outros afirmam que surgi na Grécia Antiga em festas dedicadas a Dionísio e outros Deuses, ainda dizem que eu sou lá da Roma Antiga e fui adotado pelas tradições do cristianismo. O que eu sei é que perambulei pelos quatro cantos desse mundo, mas quando aportei no Brasil me apaixonei pelo que vi e daqui nunca mais parti. Hoje sou conhecido como a maior manifestação cultural do povo brasileiro. Ah! O meu coração se enche de felicidade com esse título. Afinal, eu finalmente encontrei a minha casa.

Espero o ano todo para os cinco dias em que o país inteiro vem se divertir comigo, mas não pense você, que só nós brasileiros -sim me considero brasileiro- gostamos de festejar. Os  estrangeiros também me adoram e vem me visitar, afinal de contas, deixei saudades por onde passei.

Ah! Que delicia é ver todo mundo na rua, nas passarelas, e nos clubes com máscaras, fantasias e jogando a alegria pelo ar em forma de confete e serpentina. Todos lá, cada um com a sua fantasia, sendo quem quiser ser, com um sorriso no rosto, prontos para ouvir as músicas que fazem o corpo dançar e pular, compartilhando a alegria com seus amigos e amores. Sou o boi-bumbá, o frevo, o maracatu, o axé, as marchinhas e, é claro, o samba. Sou o CARNAVAL.

E sabe de uma coisa mais? Não são só as pessoas que vem participar da minha festa, as marcas também preparam suas alegorias durante o ano todo para desfilar junto com a gente.

- Prepara a avenida que lá vem elas, cada uma com a sua personalidade e fantasia. Algumas preferem os bloquinhos, outras aproveitam o folclore lá do Norte e do Nordeste, tem as que preferem o requinte dos camarotes da Sapucaí e do circuito Barra-Ondina, e ainda tem aquelas que gostam tanto de mim, que estão em todos esses lugares ao mesmo tempo.

Cada marca, ao desfilar comigo, faz o seu próprio espetáculo! Elas aproveitam esse momento de alegria para associarem seus enredos a bons sentimentos e pipocam experiências inesquecíveis para o seu público. O desfile de propagandas, patrocínios, ativações e brindes ajudam as marcas a ocuparem seu espaço na mente de todos nós. Ao se fantasiarem, cada uma com o seu abadá, elas ajudam a enfeitar e a colorir a nossa festa. Afinal de contas, estamos todos abertos para a alegria.

 

Alguns exemplos de marcas que souberam aproveitar a folia:

Durex: Baseado em seu posicionamento, a Durex proporcionou uma experiência única para os seus consumidores. A marca montou uma cápsula a 15 metros do chão para foliões do Camarote Salvador e, como prêmio conquistado após cumprirem brincadeiras propostas pela marca, casais tiveram meia hora para usufruir o cápsula suspensa.

Antartica: A marca símbolo dos bloquinhos do Rio de Janeiro, criou a Máquina de Fantasias da Antartica que “cospe” fantasias  para os foliões que jogam a latinha de cerveja da Antartica na Máquina. Esta por sua vez, recicla a latinha e “cospe“ uma fantasia azul com o logo da marca.

Para os foliões do Rio de Janeiro, a Antartica ainda preparou uma latinha especial para a Quarta-feira de Cinzas.

Texto por Olívia Guerra

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Eu, Gourmet

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De uns tempos pra cá um novo “vilão” vem assombrando o mercado: “O gourmet”.

Com dimensões de filme de ficção, as marcas passaram a ser acusadas desse crime e, como a internet não tem limites, logo logo ganharam espaço as piadas acusando os preços elevados dos alimentos ditos “gourmetizados”.

Mas afinal, o que seria uma comida “gourmet”? E o que é que esse fenômeno recente tem a ver com marcas? Calma, nós temos a receita para saciar toda a sua curiosidade.

Se formos explorar a origem do termo “gourmet” podemos viajar no tempo, mais especificamente para o século XIX e, é claro, para a França. Lá, a expressão era utilizada para designar “aquele que tem bom gosto” e estava diretamente associada à ingredientes e técnicas de preparo refinadas. Atualmente, a coisa não mudou muito não. Hoje, um produto ou alimento “gourmet” é aquele cujo processo exigiu, de certa forma, algum tipo de requinte e que está ligado diretamente à alta gastronomia.

Mas então por que os personagens mais populares da nossa culinária vêm se apoderando desse título? Bom, é aí que as marcas podem nos ajudar a responder.

Um brigadeiro entitulado “gourmet” pode custar até 5 reais enquanto o primo pobre da padaria não passa de R$1,50. A diferença claramente assusta: o preço é quase 300% mais caro! Mas a questão que realmente intriga é… Esses preços estão errados? São realmente abusivos?

O que muita gente esquece ao condenar a onda de “gourmetização” que se espalhou por aí a fora é que essas marcas, em sua maioria, estão realmente oferecendo produtos de qualidade superior, e muito mais do que isso, estão oferecendo uma experiência claramente diferenciadora. A diferença entre o brigadeiro comum e a sua versão “gourmet” é todo o valor construído pela marca! É por isso que as pessoas estão pagando mais.

Na verdade, acreditamos que o sucesso da “gourmetização” é apenas um reflexo de um mercado que está começando a entender e valorizar experiências bem pensadas de marca.

 

Separamos alguns exemplos para explicar esse sucesso:

1.Cumbuca: Papinhas de bebê gourmetizadas – além do uso de ingredientes frescos e orgânicos o que torna a marca ainda mais inspiradora é seu visual e tom de voz.

 

2.Pipó: As pipocas, auto-intituladas “inesperadamente gourmet” adicionam um toque de sofisticação não só nos ingredientes mas também em todo o visual das embalagens. A proposta da marca é mexer com os paladares e também com todos os hábitos de consumo ligados à pipoca.

 

3.Kombosa Shake: As receitas elaboradas pelo “Chef Confeiteiro” trazem ingredientes naturais e combinações de sabores nada comuns. A experiência da marca une um visual delicado à sustentabilidade – os “trucks” têm energia solar e as embalagens são 100% biodegradáveis.

 

4.Chucrê Churros: Os churros são tão sofisticados que levam até doce de leite importado. Só de coberturas são mais de 20 ingredientes diferentes!

 

Texto por Tatá Cirenza e Tatá Scaroni.

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Obrigado, Tomie Ohtake!

Imagem inspirada na obra MONUMENTO TOMIE OHTAKE – SANTOS.

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Tomie Ohtake: 1913 – 2015

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daniella
RIP Tomie!
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Isto é Branding?!

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Por que você não fala meu nome? Por que você não mostra a minha cara?

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O começo de 2015 está sendo bem diferente para o torcedor palmeirense do que foi o ano do centenário do time. É como se um “caminhão de dinheiro” tivesse tombado na Rua Turiassú para promover o reforço do clube em uma temporada que promete ser promissora.

Os tempos de bonança começaram com o programa de sócio torcedor, que já ultrapassa o número de 80 mil sócios – muitos deles estimulados pela inauguração da nova casa do time: o Allianz Parque. O estádio de última geração, com infraestrutura impecável tanto para jogos como para grandes eventos, já se tornou o orgulho dos torcedores.

A seguradora alemã que dá nome à arena já possui  “naming rights” de outros estádios ao redor do mundo, sendo o mais conhecido o Allianz Arena, do gigante europeu Bayern de Munique. O valor estimado do investimento da empresa no estádio paulistano foi de 300 milhões de reais e contou inclusive com o apoio da Interbrand na definição do nome Allianz Parque. Com esta estratégia a empresa visa fortalecer a marca e conquistar maior exposição no mercado brasileiro, uma vez que se trata de uma arena multiuso [diferente do novo estádio do Corinthians, por exemplo, que não foi construído para receber shows e eventos].

Um problema recorrente para as empresas que investem em “naming rights”, é a relutância de alguns grupos de comunicação em utilizar os verdadeiros nomes das propriedades, optando por siglas ou nomes alternativos. Alguns exemplos são: as corridas de fórmula 1, onde a equipe Red Bull Racing é tratada apenas como RBR ; o time de vôlei feminino Bradesco que é chamado de Osasco; e a Arena HSBC que sedia algumas lutas de UFC, mas é chamada de Arena Barra. Os grupos de comunicação se recusam a utilizar os nomes gratuitamente e alegam que isto vai contra seus interesses comerciais.

 

Imagem de como foi veiculado o nome do estádio e o logo do time.

Imagem da veiculação do nome do estádio e o logo do time originais.

 

Mais um capítulo desta história ocorre com o estádio do Palmeiras, que é chamado durante as transmissões de jogos apenas de Arena Palmeiras – fato este que aborrece tanto os empresários da Allianz como a torcida alviverde, que reconhece o papel fundamental de seu patrocinador para a evolução da equipe.

Diversas campanhas foram lançadas na internet defendendo a utilização do nome correto. Afinal, o nome é um dos primeiros passos na construção de uma marca, mesmo que ela seja um estádio e essa troca por “apelidos” acaba confundindo e prejudicando a imagem da marca na cabeça das pessoas.

Enquanto aguardamos as próximas rodadas desse impasse, continuamos torcendo não só pelo branding, mas para que este tipo de dilema não enfraqueça ainda mais o esporte brasileiro, já tão pobre de patrocínios e marcas que acreditam.

Texto por: Felipe Brandão – Torcedor alviverde e designer

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